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Compreendendo melhor os sistemas
psico-ecológicos familiares.
A imensa maioria dos textos antigos de abordagem cognitiva sobre a família e o papel dos pais no desenvolvimento, colocavam a criança como se fosse argila a serem socializadas e moldadas em seus comportamentos pelos pais. Essa abordagem deu lugar a uma visão muito mais complexa chamada por Bronfenbrener ( The ecology of human developement Harvard University Press) de ecologia sistêmica . Inúmeras teorias sistêmicas afirmam que qualquer sistema, de qualquer ordem biológico, psicológico ou econômico coexistem com certas prioridades.A primeira delas envolve que um sistema tem "ordem e inteireza", ou seja, que o todo é maior que a mera soma das partes.
O todo consistiria não somente das partes, mas de seu relacionamento com elas e do relacionamento das partes entre si. Tomemos como exemplo a música que sem dúvida, quando tocada, resulta em algo muito diferente que um mesmo conjunto de notas musicais isoladas é a proximidade, o "abraço" de uma nota na outra que resultará em uma melodia.
Outra característica dos sistemas, como diria Piaget, quando fala do sistema cognitivo da criança é adaptativo. Na incidência de uma mudança em qualquer parte do sistema ou um elemento à acrescentar, ele (o sistema) tenta "assimilar" e "acomodar" se for preciso.
Portanto os sistemas tentam reagir a uma mudança, tanto quanto for possível, absorvem os novos dados e/ou as novas partes, mas não dando certo o sistema mudará .
Quando chega um novo filho na família, os pais tentam seguir suas antigas fórmulas e comportamentos, tanto quanto possível. Quando um novo grupo de alunos chega na escola ou na universidade, a instituição tenta seguir seu comportamento, mas a presença do novo ¾ indivíduo ou grupo ¾ trará a necessidade de acomodação, de mudança.
No caso da família isso fica ainda mais claro quando o novo bebê é muito diferente dos outros filhos em termos de temperamento.
Dito isso deve ficar claro, que observando essas características, chegaremos a conclusão que se houver mudança em uma parte do sistema, essa mudança afetará todas as outras partes. Bronfenbrener descreve um sistema mais central chamado "micro-sistema" , incluí todos aqueles ambientes em que a criança tem uma experiência direta, de modo mais central a família, assim como a creche e a escola. Outra camada ¾ mais externa ¾ é chamada de exo-sistema, são elementos que afetam a criança, mas que muitas vezes a criança não experimenta essa influência de forma direta, como exemplo ¾ o trabalho dos pais ( quantas horas os pais trabalham), levam trabalho para casa, dispõe de fins de semana, etc A teia social dos pais ¾ vão à igreja ? , vão ao forró?, reúnem-se com a grande família (avós,tios,tias) nos fins de semana? etc . E finalmente para Bronfenbrener existe o macro-sistema, descrevendo o ambiente socio-cultural mais amplo que envolve aquela família, aquele sistema. A pobreza, a riqueza, a vizinhança, a cultura, a etnia etc
Para melhor contextualizar esses dados, segue uma descrição dos fatores que mais influenciam o sistema psico-ecológico da criança:
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Dr. Conceil Corrêa da Silva
Médico Psiquiatra, Escritor e Presidente da Associação Brasileira de Estudos das Inteligências Múltiplas e Emocional® (ABRAE)
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