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Compreendendo a obsessão
O transtorno obsessivo-compulsivo pode afligir a todos os grupos étnicos, podendo se iniciar inclusive na infância, apesar de mais frequentemente se iniciar durante a adolescência ou início da idade adulta.
As pessoas que sofrem com o TOC, por vergonha, geralmente tentam esconder seus problemas ao invés de procurar ajuda. Uma infeliz conseqüência disso é que as pessoas com TOC podem adiar receber ajuda profissional até que o quadro assuma proporções alarmantes. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) o TOC afeta cerca de 2% da população mundial.
O que caracteriza o TOC é que a pessoa fica "dominada" por pensamentos repetitivos e desagradáveis, frequentemente acompanhados de comportamentos ritualísticos igualmente desagradáveis e difíceis de evitar.
Por exemplo, uma mãe pode ser dominada pelo terrível pensamento de que vai agredir seu filho. Embora se esforce muito, não consegue se livrar dessa idéia dolorosa e preocupante. Começa inclusive a evitar se aproximar de utensílios como facas de cozinha, por medo de utilizá-los como armas.
Um homem pode ser atormentado pela idéia de que irão invadir sua casa por sua negligência. E não conseguir ir para a cama dormir antes de, toda noite, passar horas verificando repetidamente todas as portas e janelas de sua casa, mesmo morando dentro de um condomínio fechado.
Perturbada por pensamentos repetitivos de que pode ter se contaminado ao tocar maçanetas e outros objetos "sujos", uma adolescente pode passar horas de seu dia dia após dia lavando suas mãos. Mesmo com as mãos vermelhas e a pele irritada, a adolescente não consegue ter outro procedimento.
Ou seja, são características principais do TOC, os pensamentos e impulsos indesejados que retornam de maneira repetida à mente.
A pessoa é continuamente perturbada por um pensamento conflitivo do tipo "fui contaminado com AIDS" preciso fazer o teste e repete o teste incessantemente. Ou "meu namorado me trai" preciso saber onde está e telefona o dia inteiro para ele. "Minhas mãos estão contaminadas" preciso lavá-las. Esses pensamentos intrusivos produzem grande ansiedade. Para aliviar a ansiedade, grande parte das pessoas recorre a comportamentos repetitivos, ritualizados denominados de compulsões.
As compulsões mais freqüentes são, a verificação repetida ( verificar dezenas de vezes se fechei a porta à chave) e a de lavar as mãos. Outros comportamentos freqüentes são a arrumação interminável de objetos, normalmente tentando manter um alinhamento e simetria entre eles. A realização desses rituais pode trazer algum alívio a pessoa, no entanto, esse alívio é apenas temporário.
As pessoas que tem TOC geralmente têm consciência do seu problema. Na maioria das vezes, elas sabem que seus pensamentos são sem sentido ou exagerados, e que seus comportamentos compulsivos não são realmente necessários.
Entretanto, tal conhecimento não é suficiente para libertá-los de sua doença.
Muitos são capazes de controlar seus sintomas obsessivos-compulsivos quando estão no trabalho ou na escola. Porém com o passar do tempo, a resistência tende a enfraquecer e, quando isso acontece, os longos rituais passam a dominar a vida da pessoa, impossibilitando-a de continuar suas atividades fora de casa.
Se você está com transtorno obsessivo-compulsivo,
não hesite em procurar ajuda médica e psicológica.
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