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Compreendendo melhor a Doença de Alzheimer
Na década do cérebro (década de 90) milhões de dólares foram colocados em pesquisas do cérebro e da mente. Muitos avanços ocorreram felizmente. Esperamos que essas contribuições favoreçam que as pessoas tenham sempre uma vida mais longa e principalmente de qualidade. A "Doença de Alzheimer" é um tipo de distúrbio que de maneira progressiva afeta principalmente as funções intelectuais. A doença não é parte do envelhecimento normal, não é alguma coisa que ocorre em função da idade. Faz parte dos distúrbios chamados demenciais, muito frequentemente no Brasil as pessoas se referem a esse distúrbio como "Esclerose" "tal pessoa está esclerosada" .
A Doença de Alzheimer afeta apenas uma parcela da população de idosos, uma minoria de pacientes tem idade inferior a 50 anos. A maioria tem acima de 60 anos.
Cerca de 6% da população de idosos são acometidos pela doença.
Os gastos diretos com Alzheimer nos EUA por ano somam cerca de 40 milhões de dólares, como o número de idosos tem aumentado esses gastos devem se elevar.
Existe nesta patologia uma base hereditária relacionada ao cromossoma 21 (onde a doença se desenvolve antes dos 50) e relacionada ao cromossoma 19 quando se desenvolve mais tardiamente.
O principal fator de risco para Alzheimer é a própria idade. Sua incidência é consideravelmente maior em pessoas com mais de 85 anos (25% da população dessa faixa etária).
A Doença de Alzheimer não é considerada curável, mas existem tratamentos que podem aliviar os sintomas e o sofrimento familiar.
O desenvolvimento da Doença de Alzheimer é geralmente lento e gradual e como já dissemos, raramente ocorre antes dos 65 anos. Com o passar do tempo, em quem está desenvolvendo a doença, ela vai se tornando mais grave.
Uns dos primeiros sintomas tem a ver com a perda da memória recente, a pessoa passa a se esquecer de fechar à chave a porta de casa, fechar a braguilha da calça, deixar o ferro de passar roupa ligado etc Alterações de personalidade costumam ocorrer, uma certa apatia, uma tendência a não querer mais participar de convívio social, podem ocorrer no princípio da doença. Na medida da progressão do distúrbio surgem dificuldades de desempenho intelectual.
Dificuldade com cálculos numéricos, compreensão de textos, uma certa irritação, teimosia, dificuldade de se colocar socialmente de maneira adequada, inclusive na vestimenta.
Em estágios posteriores a pessoa atingida pode tornar-se francamente confusa e desorientada, inclusive em relação ao tempo e ao espaço. Não é capaz de citar o nome de um lugar que acabou de visitar, de dizer onde mora, em que ano está. Por fim no estágio mais triste para a família e amigos, pode divagar, torna-se incapaz de conversar de maneira lógica e estruturada, mostra-se desatenta, não-cooperativa, apresenta bruscas alterações de humor, não controla mais os esfíncteres com incontinência fecal e urinária. A duração média da doença, do seu início até a morte é cerca de oito anos. No entanto, podem ocorrer variações, e essa duração chegar até a 20 anos.
Embora as alterações que foram colocadas acima sejam consideradas pelo National Institute of Mental Health (Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA) como padrão geral da maioria, os problemas específicos, a velocidade e a gravidade da deterioração podem variar consideravelmente de paciente para paciente. Nas famílias brasileiras é bastante freqüente que a paciente com Alzheimer fique com os familiares e conservando suas raízes mantém firme sua capacidade de dar e receber amor, de manter relacionamentos afetivos e participar das "atividades" familiares.
O diagnóstico da Doença de Alzheimer é feito por Tomagrafia Cerebral, Pet Scan e as características clínicas são:
Demência redução significativa das funções intelectuais, como memória, em um grau que interfira nas atividades habituais.
Início lento progressão lenta, gradual, comprovada pela deterioração mental com o passar do tempo.
Não esquecer que existem outras doenças menos graves parecidas com Alzheimer. As pesquisas por medicações que ajudem as pessoas acometidas por Alzheimer não cessou, há cada vez mais institutos de pesquisas e governos empenhados em encontrar solução para essa insidiosa doença, as esperanças são muitas e aparentemente fundamentadas.
Se você tem um parente que aparentemente apresente esses sintomas, não hesite, procure um neurologista dos bons e se o diagnóstico se confirmar não se envergonhe de buscar ajuda psicológica para sua família, não é uma situação fácil de lidar sozinho.
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